
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Tios na varanda...e o coração lá!

terça-feira, 14 de julho de 2009
O trem na memória...de Rubem Alves
Sem querer virei personagem de uma das crônicas de Rubem Alves. Eu e todos os seus alunos da FAFI-Faculdade de Filosofia Ciências E Letras de Rio Claro, nos anos 60. Abaixo trecho de sua crônica “ Não é Próprio falar sobre alunos...” que pode ser lida integralmente aqui“Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes...
domingo, 12 de julho de 2009
Os trens na música 01

A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
sábado, 11 de julho de 2009
Trens, tecnologia e cacoetes religiosos

Os computadores mal estariam sendo gestados no silêncio esperto da cabeça dos cientistas. O controle era feito na base do papel, lápis, gráficos, régua e transferidor. Um dia fui visitar o Ferreirinha na escala noturna do seu serviço e fiquei maravilhado com a destreza com que ele exercicia a vigilância dos trens no vai-e-vem entre as estações.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Literatura de viagem...em trens!
Este post foi publicado anteriormente no blog Gato Preto.
Tudo a ver com o Trens da vida. Muito pertinente e interessante. Sua autora, consultada, gentilmente, autorizou sua reprodução aqui.
por Leila Lampe
Sou fascinada por trilhos e trens, e certa vez um amigo deu esta dica de leitura:O Grande Bazar Ferroviário - de trem pela Ásia(Objetiva).
O Grande Bazar… é um passeio delicioso! Conduzido pelos elegantes vagões do Expresso Oriente, ou pelos vagarosos trens indianos, a narrativa é pontuada por várias situações inusitadas e observações sobre os países em que o autor perpassa, como por exemplo o Vietnã, onde as marcas deixadas pela guerra contra os Estados Unidos ainda eram recentes.
Logo no começo do livro o autor revela: “Eu procurava trens; encontrei passageiros”. Famoso por seus relatos de viagem, Theroux não é um viajante de folhetos de agência, com os clichês e estereótipos de um turista. É um observador na tradição dos grandes escritores-viajantes.
Deixo aqui um trecho do livro:
desde criança, quando vivia perto da via férrea de Boston e Maine, raras vezes ouvi silvo de um trem sem sentir o desejo de estar nele. Os apitos dos trens eram como um música encantada: as ferrovias são irresistíveis bazares, serpenteando perfeitamente nivelados qualquer que seja a paisagem, melhorando seu estado de ânimo com sua velocidade sem jamais derramar seu drinke. O trem pode inspirar segurança em lugares muito desagradáveis… Se um trem é grande e confortável, pouco importa seu destino; um assento num canto basta, e você pode ser um daqueles viajantes que permanecem em movimento, em cima dos trilhos, e nunca chegam nem sentem que precisam chegar…
E agora espera-se pelo lançamento no Brasil de outro livro de Theroux, The Old Patagonian Express: By Train Through the Americas, onde ele viaja de trem desde Boston até a Patagônia e enquanto esteve na Argentina, passa 2 dias com o escritor Jorge Luis Borges conversando sobre literatura.
Obrigado pela dica, Ben-Hur!
Este post foi publicado anteriormente no blog Gato Preto.
Tudo a ver com o Trens da vida. Muito pertinente e interessante. Sua autora, consultada, gentilmente, autorizou sua reprodução aqui.
por Leila Lampe
Sou fascinada por trilhos e trens, e certa vez um amigo deu esta dica de leitura:O Grande Bazar Ferroviário - de trem pela Ásia(Objetiva).
O Grande Bazar… é um passeio delicioso! Conduzido pelos elegantes vagões do Expresso Oriente, ou pelos vagarosos trens indianos, a narrativa é pontuada por várias situações inusitadas e observações sobre os países em que o autor perpassa, como por exemplo o Vietnã, onde as marcas deixadas pela guerra contra os Estados Unidos ainda eram recentes.
Logo no começo do livro o autor revela: “Eu procurava trens; encontrei passageiros”. Famoso por seus relatos de viagem, Theroux não é um viajante de folhetos de agência, com os clichês e estereótipos de um turista. É um observador na tradição dos grandes escritores-viajantes.
Deixo aqui um trecho do livro:
desde criança, quando vivia perto da via férrea de Boston e Maine, raras vezes ouvi silvo de um trem sem sentir o desejo de estar nele. Os apitos dos trens eram como um música encantada: as ferrovias são irresistíveis bazares, serpenteando perfeitamente nivelados qualquer que seja a paisagem, melhorando seu estado de ânimo com sua velocidade sem jamais derramar seu drinke. O trem pode inspirar segurança em lugares muito desagradáveis… Se um trem é grande e confortável, pouco importa seu destino; um assento num canto basta, e você pode ser um daqueles viajantes que permanecem em movimento, em cima dos trilhos, e nunca chegam nem sentem que precisam chegar…
E agora espera-se pelo lançamento no Brasil de outro livro de Theroux, The Old Patagonian Express: By Train Through the Americas, onde ele viaja de trem desde Boston até a Patagônia e enquanto esteve na Argentina, passa 2 dias com o escritor Jorge Luis Borges conversando sobre literatura.
Obrigado pela dica, Ben-Hur!
Este post foi publicado anteriormente no blog Gato Preto.
Tudo a ver com o Trens da vida. Muito pertinente e interessante. Sua autora, consultada, gentilmente, autorizou sua reprodução aqui.
por Leila Lampe
Sou fascinada por trilhos e trens, e certa vez um amigo deu esta dica de leitura:O Grande Bazar Ferroviário - de trem pela Ásia(Objetiva).
O Grande Bazar… é um passeio delicioso! Conduzido pelos elegantes vagões do Expresso Oriente, ou pelos vagarosos trens indianos, a narrativa é pontuada por várias situações inusitadas e observações sobre os países em que o autor perpassa, como por exemplo o Vietnã, onde as marcas deixadas pela guerra contra os Estados Unidos ainda eram recentes.
Logo no começo do livro o autor revela: “Eu procurava trens; encontrei passageiros”. Famoso por seus relatos de viagem, Theroux não é um viajante de folhetos de agência, com os clichês e estereótipos de um turista. É um observador na tradição dos grandes escritores-viajantes.
Deixo aqui um trecho do livro:
desde criança, quando vivia perto da via férrea de Boston e Maine, raras vezes ouvi silvo de um trem sem sentir o desejo de estar nele. Os apitos dos trens eram como um música encantada: as ferrovias são irresistíveis bazares, serpenteando perfeitamente nivelados qualquer que seja a paisagem, melhorando seu estado de ânimo com sua velocidade sem jamais derramar seu drinke. O trem pode inspirar segurança em lugares muito desagradáveis… Se um trem é grande e confortável, pouco importa seu destino; um assento num canto basta, e você pode ser um daqueles viajantes que permanecem em movimento, em cima dos trilhos, e nunca chegam nem sentem que precisam chegar…
E agora espera-se pelo lançamento no Brasil de outro livro de Theroux, The Old Patagonian Express: By Train Through the Americas, onde ele viaja de trem desde Boston até a Patagônia e enquanto esteve na Argentina, passa 2 dias com o escritor Jorge Luis Borges conversando sobre literatura.
Obrigado pela dica, Ben-Hur!
Este post foi publicado anteriormente no blog Gato Preto.
Tudo a ver com o Trens da vida. Muito pertinente e interessante. Sua autora, consultada, gentilmente, autorizou sua reprodução aqui.
Sou fascinada por trilhos e trens, e certa vez um amigo deu esta dica de leitura:O Grande Bazar Ferroviário - de trem pela Ásia(Objetiva).
O Grande Bazar… é um passeio delicioso! Conduzido pelos elegantes vagões do Expresso Oriente, ou pelos vagarosos trens indianos, a narrativa é pontuada por várias situações inusitadas e observações sobre os países em que o autor perpassa, como por exemplo o Vietnã, onde as marcas deixadas pela guerra contra os Estados Unidos ainda eram recentes.
Logo no começo do livro o autor revela: “Eu procurava trens; encontrei passageiros”. Famoso por seus relatos de viagem, Theroux não é um viajante de folhetos de agência, com os clichês e estereótipos de um turista. É um observador na tradição dos grandes escritores-viajantes.
Deixo aqui um trecho do livro:
desde criança, quando vivia perto da via férrea de Boston e Maine, raras vezes ouvi silvo de um trem sem sentir o desejo de estar nele. Os apitos dos trens eram como um música encantada: as ferrovias são irresistíveis bazares, serpenteando perfeitamente nivelados qualquer que seja a paisagem, melhorando seu estado de ânimo com sua velocidade sem jamais derramar seu drinke. O trem pode inspirar segurança em lugares muito desagradáveis… Se um trem é grande e confortável, pouco importa seu destino; um assento num canto basta, e você pode ser um daqueles viajantes que permanecem em movimento, em cima dos trilhos, e nunca chegam nem sentem que precisam chegar…
E agora espera-se pelo lançamento no Brasil de outro livro de Theroux, The Old Patagonian Express: By Train Through the Americas, onde ele viaja de trem desde Boston até a Patagônia e enquanto esteve na Argentina, passa 2 dias com o escritor Jorge Luis Borges conversando sobre literatura.
Obrigado pela dica, Ben-Hur!
terça-feira, 7 de julho de 2009
MARIA FUMAÇA: LEMBRANÇAS, MEMÓRIAS

“Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força...”
Era uma festa esperada pela cidade.
Era assim.
domingo, 5 de julho de 2009
O trem na memória

Antonio Morales
""Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou..."
Já sugeri que teologia é coisa que deve ser feita na cozinha. Claro que não é qualquer cozinha. Cozinha de microondas e fogão a gás não serve. Sei que é mais prático.
Fogão a lenha é coisa complicada. É preciso muita arte para acender o fogo. E é preciso cuidado para que ele não se apague. Mas que sonhos me faz sonhar um forno de microondas? Que sonhos me faz sonhar um fogão a gás?
Enquanto a Maria Alice falava eu voltava para minha casa de infância, em Minas Gerais, casa velha, forro de esteira, assoalho de tábuas largas, já meio apodrecidas, goteiras sem conta nos dias de chuva. A gente não se afligia. Isso era o normal. Telhado sem goteira era que era impensável.
E era bom ouvir os pingos da chuva batendo nas panelas e bacias espalhadas pela casa. Era do mesmo jeito, nas noites frias. Com duas diferenças: a gente
apagava a luz.
Não por economia mas para fazer a magia mais forte. No escuro os rostos refletiam as brasas, ficavam vermelhos contra o fundo negro. A imaginação ficava bêbada, as estórias mais fantásticas.
A outra é que havia sempre o apito rouco do trem-de-ferro. Vinha resfolegando, apitava na curva um gemido rouco, triste. Chamuscava a paineira velha com milhares de faiscas que saíam aos jatos, ejaculações incandescentes, e eu imaginava que assim tinham nascido as estrelas - eram faíscas de um trem-de-ferro cujo maquinista era Deus.
Fernando Pessoa era tomado por êxtases metafísicos ao contemplar o cais de pedra e os navios que partiam. Eu sinto o mesmo ao pensar no trem-de-ferro e no seu apito rouco que não mais se ouve.
"Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida, virou só sentimento" - assim foi o gemido rouco da Adélia Prado, poema-apito de trem-de-ferro..."
Rubem Alves

